HISTÓRICO

Histórico

JUVENTINO (Juventino Ferreira de Souza)
“Um exemplo de solidariedade e trabalho cristão”

              Nascido na pequena cidade de Coração de Maria, no interior do Estado da Bahia, no dia 06/09/1914, e desencarnado em Salvador, no dia 14/01/1992, filho do casal José Januário de Souza e Maria da Conceição Ferreira de Souza, tendo vocação religiosa, ainda adolescente, sua opção de fé foi o catolicismo.
             Veio para a capital bahiana, no vigor de sua juventude, tomando conhecimento do movimento espírita, onde se integrou no espiritismo – a Filosofia que lhe falou no coração e iluminou o seu raciocínio. Freqüentando alguns Centros de Estudos Espíritas, passou a ler as Obras da Codificação Kardequiana e outras da farta literatura espírita.
             Após algum tempo estudando e praticando essa Doutrina, identificou suas faculdades mediúnicas e procurou desenvolve-las freqüentando algumas instituições espíritas de Salvador, tendo como exemplo o “Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade”, localizado na Ladeira dos Tupis, nesta cidade. Também registramos aqui “O Consolador”, outra Casa Espírita, na Avenida Saraiva, em Brotas, onde ele permaneceu quase uma década.
              Residindo na época num local conhecido como “O Brongo”, próximo à Rua Daniel Lisboa, no bairro de Brotas, realizava Reuniões Espíritas em seu Lar, com a família e alguns amigos do seu círculo de amizades.
              Contando alguns anos de estudos e práticas dos preceitos espíritas, resolveu mudar de residência com sua família, transferindo-se para a Fazenda Maranhão, Distrito de Brotas, onde deu continuidade ao seu trabalho auxiliando os mais necessitados, vítimas de obsessões graves. Utilizava a Terapia Espírita, como meio eficaz de libertar das garras de obsessores perigosos, as pessoas que o procuravam.
               Foi uma temporada prolongada vivendo na Fazenda Maranhão. Vários anos trabalhando como agricultor, produzia o necessário para manter sua família e atender as despesas dos que lhe auxiliavam, prestando serviços no cultivo de hortaliças.
               Encerrando suas atividades na citada Fazenda Maranhão, deixou um grande exemplo de trabalho, fraternidade e amor ao próximo, em nome de Jesus Cristo e de sua Doutrina. Juventino conseguiu beneficiar humildes do local, incutindo-lhes a fé em Deus e o respeito às Suas Leis.
               Seguindo sua trajetória evolutiva, mudou-se para a Rua Teixeira Barros, ainda em Brotas, e prosseguiu trabalhando em benefício dos sofredores da alma e do corpo, atendendo, agora, a um número maior de pessoas que o procuravam para freqüentar as Reuniões Espíritas que eram realizadas em sua própria casa.
                Médium intuitivo e psicofônico, com uma parcela de vidência, utilizava essas suas faculdades socorrendo as vítimas de forças espirituais vampirizantes, sem preocupar-se com retribuições, nem aplausos.
                No Tratamento Espírita, especificamente nos Processos Obsessivos, não podemos calcular o número de pessoas que se libertaram das influências funestas de espíritos vingativos e perversos. Nesse trabalho de desobsessão, ele utilizava os recursos na Doutrina codificada por Allan Kardec, que são: oração, palavras de incentivo, confiança em Deus, água fluidificada, leituras evangélicas, passes magnéticos e freqüência às Reuniões de comunicações psicofônicas. Esses foram os meios mais utilizados no tratamento das perturbações espirituais das pessoas que o procuravam.
               Na condição de intérprete dos espíritos, com suas faculdades mediúnicas bastante desenvolvidas, conseguia facilmente entrar em contato com os espíritos abnegados no serviço do bem, os quais lhe ajudaram muito em todo o seu trabalho de auxílio aos sofredores encarnados e desencarnados.
               Dentre os espíritos bons que o auxiliaram em suas tarefas de socorro fraterno, podemos citar alguns dos que mais lhe assistiram de perto, como bons samaritanos, protegendo-o e inspirando-o: Anselmo da Luz, Catimboré Guerreiro, Tupiaça Guerreiro, Rei de Contas, Irmão do Caminho do Senhor, Tia Maria, Irmã Marta de Jesus, Tubarcé, Aimoré Guerreiro e outros que não se identificaram.


Dona Zinha e Juventino


       Família numerosa, além dos filhos legítimos, adotou filhos de algumas pessoas que viviam em extrema necessidade e os criou da mesma maneira que os seus, contando com o apoio de sua esposa Maria das Dores Ferreira de Souza
(Dona Zinha), nascida em Ouriçangas-Ba, no dia 29/03/1913, e desencarnada em 03/10/1986.

       Pai abnegado, conseguiu educar todos os filhos legítimos e adotivos, dando-lhes instrução e formação moral, embasada nos ensinos do Divino Mestre Jesus. Esse companheiro que tivemos a felicidade de conhecê-lo de perto por um longo período, sempre foi um exemplo de amor, senso de responsabilidade, compreensão, tolerância, conselheiro e amigo sincero, tanto em família como em seu relacionamento social.

       Já amadurecido no trabalho fraterno e estudos profícuos da Filosofia  Espírita, conseguiu, com muita garra e trabalho, realizar o grande sonho da sua vida: construir e inaugurar o “Centro Espírita Cristo Redentor”, em 1º de Janeiro de 1958, contando com ajuda de alguns amigos mais íntimos. Juventino foi seu Presidente durante várias gestões.
       O Cristo Redentor, hoje, é um Centro de médio porte, localizado ao lado da casa que foi sua residência, à Rua Teixeira Barros, 93 – Brotas. De utilidade pública, funciona todos os dias, atendendo centenas de pessoas,


1ª Sede do Centro Espírita Cristo Redentor

semanalmente, que o procuram para estudar a Filosofia Espírita e fazerem Tratamento Espiritual.
              Perseverante e dinâmico em seu trabalho de verdadeiro cristão, foi mais adiante cumprir outras tarefas não menos importantes, sem deixar de administrar o “Cristo Redentor”, instituição esta que nos lembra o Espírito
Anselmo da Luz - Mentor Espiritual da Casa -, porque foi ele quem sugeriu esse nome.
              Chegando em Mata de São João, comprou alguns hectares de terra, no J. K., próximo à Vila Dantas Júnior, onde se estabeleceu, passando a realizar Reuniões de Estudos Espíritas em sua casa de campo, local de preferência para suas meditações.


Visita à EBON - 2001

       Os estudos da Filosofia Espírita e as atividades mediúnicas, nesse local, foram intensificados, aumentando cada vez mais o número dos freqüentadores. Nesse ínterim, nasceu a idéia de se ampliar a estrutura do Cristo Redentor, construindo, em Mata de São João, a Escola da Boa Nova - EBON, cuja Diretoria é parte integrante da Diretoria Executiva do CECR.O ideal de vê-la construída foi fortalecendo o pequeno grupo de trabalhadores, que, superando embaraços e dificuldades naturais, conseguiu, a curto prazo, edificar a nova estrutura, que tem o seu nome registrado como “ Escola da Boa Nova”, inaugurada em 07/09/1985.
       Construída a EBON para a sua maior alegria, acompanhando e supervisionando as atividades relacionadas com a mesma, resolveu  indicar o Sr. Ignácio Lunelle para coordenar as diretrizes da Escola – na condição de Diretor –, e o Sr. Isao Noguti, como Vice-diretor.


Palestra na EBON

              Hoje, funcionando regularmente, nova equipe de operários de Cristo permanece dando continuidade à Obra de trabalho fraterno, iniciado pelo “Velho Jovem”, com distribuições periódicas de gêneros alimentícios, roupas usadas, evangelização da infância, palestras doutrinárias para os adultos, e o tradicional “Natal dos Pobres” – trabalho de vários anos que ele o fazia com muito amor e alegria.


Sede atual do C.E.C.R. e os seus fundadores

       Indiscutivelmente, a presença de Juventino Ferreira de Souza marcou para a posteridade inesquecíveis exemplos de abnegação, trabalho em favor do próximo e fidelidade aos ensinos do nosso Mestre Jesus Cristo.
       Os que tiveram a felicidade de conhecer ou conviver com esse Seareiro do Bem, puderam sentir o quanto vale um homem que tem dons mediúnicos utiliza-los a serviço do seu próximo, operando em nome de Jesus!

Relato de Agostinho José dos Santos (15/09/93)

"Se ambicionas a felicidade, semeia o BEM sem descanso e aguarda o tempo" - Joanna de Ângelis.